guerra é guerra

Desperate times require desperate measures.

Eles estão por todos os lados; estão no poder, estão com a palavra, na sua rua, na casa do vizinho, dando aula nas universidades e presentes no estádio de futebol - xingando a mãe do juiz - como se fossem um de nós e estão vermelhos, mas não de vergonha, como deveriam.

Por sorte, já em 1726, Isaac Newton declarou:

Actioni contrariam semper et aequalam esse reactionem: sive corporum duorum actiones in se mutuo semper esse aequales et in partes contrarias dirigi.

A toda ação, sempre se opõe uma força igual; ou, as ações mútuas de dois corpos são sempre iguais e dirigidas às partes contrárias.

À essa força vermelha, que subiu ao poder, se aproxima a reação - que começou muda e acuada - de uma geração que não é sandalhuda e que pratica a democracia liberal de mercado.

De quem estava acordado e não de olhos vendados enquanto o muro de berlim caía, a união soviética ruía e os chineses se entregavam ao capitalismo - mantendo o cerceamento dos direitos civis; aos que insistem em adorar fidel e seu legado de miséria, um recado: o comunismo morreu. E já vai tarde.

Aos que desejam fazer deste um mundo melhor, que seja propositivamente, com trabalho, construindo, e não às custas de invasão de terras, discursos inflamados, populismo e retórica ultrapassados. Mas se querem guerra, terão guerra. Bem-vindos ao anticomunismo de guerrilha.

6 comments ↓

#1 cecilia on 05.19.08 at 3:39 am

acaboooou! e que nao volte nunca mais!

#2 Leticia on 05.19.08 at 5:39 pm

Adorei!

#3 Fábio on 05.21.08 at 7:28 pm

Há divergências se o comunismo realmente morreu, pois ainda restam alguns “zumbis” por aí: Coréia do Norte, Cuba, Líbia, Laos e Vietnã. A China se transformou num “capitalismo comunista” ou “comunismo capitalista”, tanto faz. O que importa é que eles abriram a economia, mas a política continua fechada. Tem gente que defende que o Venezuela de Hugo Chavez é o “socialismo do século XXI”. Tem gente que diz que o comunismo não morreu, apenas se transformou, se infiltrando em ONGs, na ONU, etc. E tem os que eram “vermelhos”, mas agora se vestem de “verde”. Por isso são chamados de “melancias”: verdes por fora e vermelhos por dentro.

Mas eu tenho a minha opinião muito bem formada: se o comunismo foi o Mal do Século XX, o AMBIENTALISMO se tornou o MAL DO SÉCULO XXI. Acho que esse é o grande Mal que temos que combater hoje. Já o comunismo é só deixar que vai embora sozinho, enterrado com Fidel.

De qualquer forma, parabéns pelo blog!

Fábio

#4 Fábio on 05.21.08 at 7:42 pm

Outra coisa: também temos que ter cuidado para não cair na cegueira ideológica oposta e achar que o liberalismo é solução pra tudo, condenando toda e qualquer interferência do Estado na economia e endeusando Hayek, Mises, etc.

Exemplos:
1. as falhas do modelo liberal do setor elétrico brasileiro na década de 90 foi um dos principais fatores para chegarmos à crise de energia em 2001.
2. Privatizar o sistema Telebrás deu bons resultados, mas por que privatizar também o CPqD?
3. A quebra da Bolsa de Nova Iorque em 1929 provou que o liberalismo também não funciona, abrindo as portas para o keynesianismo.

O Brasil já optou qual o modelo econômico deve ser adotado na Constituição Federal de 1988. É só seguir a CF, que estamos bem:

“Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.”

Chega, acho que já falei demais… um abraço!

#5 capiotti on 05.24.08 at 10:00 pm

E aí Fábio, tranquilo? É sempre bom receber a visita de alguém inteligente e disposto a tagarelar, não se acanhe.

Concordo sobre as falhas do modelo liberal no setor elétrico e em outras áreas também, mas acho que o pouco que foi adotado no Brasil trouxe mais benefícios do que o contrário; que isso essa opinião não sirva de desculpa pro descontrole.

Além disso, estamos longe de vivenciar o liberalismo econômico no Brasil, como já se decantou por aí. Neoliberalismo? Nem este. Só nos megafones dos sindicalistas, pois protegemos até o preço da gasolina e se der mole tabelam tudo de novo. Não é por falta de tentação… Veja as agências de regulação, há as controladas por agentes políticos (nos estados); ou, a nível federal, preteridas em relação aos Ministérios. Prezo pela independência do Banco Central, por exemplo, mas com esse governo aí, não sei não, se até na conta de um caseiro já botaram os dedinhos…

Acho que pela maneira como escrevo, dá pra perceber que eu gosto de alfinetar, pisar e apertar (bem apertadinho) contra o concreto. E se isso leva à impressão do discurso virulento, não costumo me importar, é o papel de advogado do diabo e alguém tem de fazer o trabalho sujo. Mas fica o (raro) alerta de que não é o meu caso.

Por último, eu defendo a reforma da Constituição de 88, sobretudo porque foi leniente e generosa demais. Falta-lhe seriedade. De qualquer maneira, não é nem a hora, nem temos o congresso ideal para isto; que acabo não defendendo assim tão alto. Mas ao que interessa: Não a cumprimos nos exageros, tampouco no que é, de fato, justa. Portanto citá-la parece sempre, nesse país, discurso vazio. Quem conhece os artigos senão uns poucos além de advogados e juristas? Por falar nisso, vossa senhoria faz parte da classe?

Abraço,

#6 Fábio on 05.26.08 at 2:13 pm

Oi capiotti, concordo com a maioria das coisas que você disse. Alguns comentários:

Há alguma defiição formal para “neoliberalismo”? Os anti-privatização, anti-FHC, anti-EUA, anti-multinacionais, vivem falando essa palavra, mas nunca vi esclarecerem o porquê desse “neo”. Seria só porque ele resucitou com a Margareth Tatcher ou porque o liberalismo de hoje é diferente daquele do passado? Pô pra mim existe só o liberalismo e pronto. Sem o “neo”.

Não sou advogado, sou engenheiro eletrônico e servidor público federal.

Agora, sobre esse comentário: “citá-la parece sempre, nesse país, discurso vazio. Quem conhece os artigos senão uns poucos além de advogados e juristas?” Seguinte: eu também tinha essa impressão de discurso vazio, até começar a aprender Direito, área que sempre ODIEI. Lembro que após a primeira aula, pensei: PORRA COMO SOBREVIVI ATÉ HOJE SEM SABER ISSO??? O Direito não deveria ser um conhecimento reservado só ao “clubinho” de advogados, juízes, promotores, etc. Devia ser ensinado no segundo grau (atual ensino médio), para que todos tenham noção de seus deveres e direitos. Mas ao invés de incluir aulas de Direito, o MEC em 2006 preferiu enfiar aulas de Sociologia e Filosofia… putz prefiro nem comentar…

Creio que você também pense assim porque não mora no DF. Em Brasília, se você não é concursado, é concurseiro. Ou as duas coisas ao mesmo tempo, como eu. :) Se você perguntar pra qualquer um no meio da rua o que diz o caput do art. 1º ou 5º da CF, é bem capaz da pessoa saber a resposta, porque certamente já fez algum cursinho preparatório e aprendeu alguma coisa da CF. Então, pelo menos por aqui, citar a CF não parece tão vazio assim.

“Veja as agências de regulação … a nível federal, preteridas em relação aos Ministérios.”

hehe eu que o diga, pois trabalho numa agência reguladora.

Sobre minhas críticas a cegueira liberal, foi apenas um alerta. Tem gente que lê os reinaldos-de-azevedos, mainardis e olavos-de-carvalhos da vida e acha que é tudo pura verdade, do mesmo jeito que tem gente que lê Caros Amigos, Carta Capital e a Tribuna da Imprensa como um fanático religioso lendo a Bíblia.

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