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o elemento vermelho no espaço

Há pouco li a notícia de que uma agência brasileira de turismo recebeu autorização da Virgin para vender os seus pacotes para viagens espaciais privadas, que ocorrem a partir de 2009. Esta me levou a outra, de que um brasileiro, empresário do ramo do petróleo, está entre os primeiros da lista; com tudo pago; pronto pra embarcar já no próximo ano.

A viagem custa U$200 mil e é o sonho de qualquer um, vamos combinar. No entanto há toda uma classe de recalcados que, impossibilitados de realizar tal sonho, vê, não a força motriz para ir atrás dos seus próprios, mas o oportunidade de atentar contra os de outrem. Um cidadão que se intitula Sam atestou, no espaço para comentários: ‘Esse cara chorou de vergonha, não é possível… podia ajudar tanta gente com esse dinheiro, mas vai jogar no lixo…’

Acho o pensamento comunista especialmente vil quando dá a entender que as liberdades e vontades individuais nunca têm precedência, e quando impõe barreiras coletivas, sob a desculpa de um bem comum. No fundo, condena todos à mediocridade, impede avanços e pioneirismos e espalha a não aceitação das diferenças.

É daquele cidadão que, ruim como ele só, recolhe a bola quando vê que todos marcaram gols, menos o próprio. É de um espírito de porco dedo-duro, daqueles irmãozinhos mais novos que correm pra mãe para dizer tudo o que o irmão mais velho fez, ao invés de ocupar-se dos seus próprios feitos.

Ficar feliz pelo cidadão ao lado, não apenas o barbudo mais próximo, é parte de uma sociedade mais justa e igualitária. Aceitar as diferenças, o mérito alheio e olhar as circunstâncias que o fizeram capaz de exceder a massa como um incentivo aos seus próprios sucessos deveriam ser a marca de qualquer existência - jamais o contrário. Sentar a bunda na cadeirinha e apontar o dedo pros que evoluem é ambos sintoma e causa da mediocridade do elemento vermelho.

guerra é guerra

Desperate times require desperate measures.

Eles estão por todos os lados; estão no poder, estão com a palavra, na sua rua, na casa do vizinho, dando aula nas universidades e presentes no estádio de futebol - xingando a mãe do juiz - como se fossem um de nós e estão vermelhos, mas não de vergonha, como deveriam.

Por sorte, já em 1726, Isaac Newton declarou:

Actioni contrariam semper et aequalam esse reactionem: sive corporum duorum actiones in se mutuo semper esse aequales et in partes contrarias dirigi.

A toda ação, sempre se opõe uma força igual; ou, as ações mútuas de dois corpos são sempre iguais e dirigidas às partes contrárias.

À essa força vermelha, que subiu ao poder, se aproxima a reação - que começou muda e acuada - de uma geração que não é sandalhuda e que pratica a democracia liberal de mercado.

De quem estava acordado e não de olhos vendados enquanto o muro de berlim caía, a união soviética ruía e os chineses se entregavam ao capitalismo - mantendo o cerceamento dos direitos civis; aos que insistem em adorar fidel e seu legado de miséria, um recado: o comunismo morreu. E já vai tarde.

Aos que desejam fazer deste um mundo melhor, que seja propositivamente, com trabalho, construindo, e não às custas de invasão de terras, discursos inflamados, populismo e retórica ultrapassados. Mas se querem guerra, terão guerra. Bem-vindos ao anticomunismo de guerrilha.